27/01/16

Mandalay: parte I


Mandalay, segunda maior cidade do país, foi a nossa porta de entrada em Myanmar.
Tratamos do visto online (eVisa), custou-os 50 USD e dois dias depois tínhamos o mesmo na nossa caixa de email. 

Encontramos um voo barato pela Qatar Airways para Bangkok com partida de Madrid e compramos voos de Vigo para Madrid pela Iberia Express. O preço total rondou os 600euros por pessoa, ida e volta. Após uma noite bem dormida em frente ao aeroporto Don Muang (apanhamos transporte gratuito para o mesmo após chegarmos ao aeroporto principal, o Suvarnabhumi) apanhamos um voo para Mandalay pela Air Asia, começando assim a nossa viagem em Myanmar pelo ponto mais distante. À chegada ao aeroporto, tínhamos um autocarro gratuito para passageiros da Air Asia, que nos levou até ao centro da cidade.

Mandalay foi para nós uma oportunidade para recordar várias cidades que já havíamos visitado na região. Em parte faz lembrar Phnom Penh, no Camboja, outros aspectos remetem-nos para uma Hanói, Vietname, em miniatura. Algumas zonas, nomeadamente a enorme ilha artificial em que se encontra o palácio e a colina rodeada de templos, trazem-nos à memória Luang Prabang, o tesouro bem guardado no Laos. Mas rapidamente viríamos a perceber que Mandalay tem uma identidade própria, diferente de todos os sítios onde tínhamos estado.

Apesar de no mapa a cidade não parecer muito grande e aparentar ter os seus principais pontos de interesse relativamente próximos, a realidade não é esta. Como chegamos nos últimos dias de Outubro, tivemos direito a chuva não muito intensa mas quase contínua nos dois primeiros dias. No dia da chegada, após deixarmos os nossos pertences no belo Bagan King Hotel, saímos de chinelos e capa de chuva para rua, fomos almoçar ao Too Too (bom mas caro para os padrões de Myanmar, pagamos 10 USD por 3 pratos de caril para os dois, com água). 


Decidimos caminhar até ao sopé da colina, onde se encontram alguns dos templos que ficam abertos até mais tarde, que poderíamos visitar ainda nesse dia. Afinal de contas, dois lados da ilha do palácio não pareciam uma grande distância. Pois bem, acabaríamos por demorar cerca de 1h para cada lado, à chuva e com os pés enlameados.


Chegados ao epicentro de dos templos da cidade - que são imensos - decidimos então começar pelo Sandamuni Paya, prosseguindo para o vizinho Kuthodaw Paya. Ambos foram construídos no século XIX a mando do rei Mindon Min, um dos mais populares e idolatrados em toda Myanmar.

O Sandamuni Paya deve o seu nome ao maior Buda de ferro, que aloja, e é composto por centenas de estupas e alguns túmulos.









O Kuthodaw, também ele composto por centenas de estupas, 730 para ser mais preciso, contendo os ensinamentos de Buda gravados em pedra no seu interior, é considerado o maior livro do mundo. Ao centro, uma bela estupa dourada.






Em teoria a entrada nestes templos é paga, no entanto ninguém nos pediu bilhete ou dinheiro. Cada um destes templos tem 4 entradas, que podem estar ou não abertas, algumas delas literalmente para o descampado. Estou convicto que se evitarem entrar pela principal nunca irão correr o risco de vos ser pedido qualquer bilhete.

Há um bilhete geral para visitar os monumentos de Mandalay e de Inwa mas na prática este só é pedido em 2 dos monumentos de Inwa e no Palácio Real de Mandalay. Os templos em Myanmar, incluindo os que são a céu aberto como os já referidos, têm sempre de ser visitados descalços.


Porque entretanto os restantes templos já tinham fechado por esta hora, decidimos dar mais uma volta pelo pequeno mercado que existe nesta zona:






Aqui, abunda a comida de rua:

Dosa
Ovos de codorniz
Canas de bambu recheadas com arroz
Nisto, demos de caras com o Kyauk Taw Gyi Paya, na realidade um complexo de templos e pavilhões de construção recente, decorados à noite com todo o tipo de iluminações. Haveríamos de regressar no dia seguinte, pelo que voltaremos ao mesmo em mais detalhe no próximo post sobre a cidade.









Depois de contemplarmos os locais e de sermos curiosamente observados pelos mesmos, lá decidimos percorrer o mesmo caminho a pé até ao nosso hotel, para jantar nas redondezas e descansar para o dia seguinte, que se adivinhava longo. À noite, vista das muralhas do palácio com a colina de Mandalay de fundo é simplesmente de outro mundo:


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